São 90 minutos

segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Resultado das sondagens do 'São 90 minutos'

Após o término das sondagens realizadas pelo nosso blogue, tempo para uma leitura das mesmas. A experiência foi nova neste espaço, e foi com agrado que os dois autores do blogue verificaram que os cibernautas nao se coibiram de votar. Olhemos para a 1º das perguntas:

A questão era quem o cibernauta achava mais capaz de passar à próxima ronda europeia. Ora, o resultado não deixará ninguém espantado, atendendo ao passado do Porto na competição e à euforia em torno do conjunto encarnado, fruto de uma exuberante pré-temporada. Foram também atribuídas algumas hipóteses ao Sporting, mas o facto de não se ter reforçado ao gosto dos adeptos leoninos e de apresentar um futebol cinzento, contou apenas com um voto. A Fiorentina, adversário na caminhada europeia, também não ajudou.


A segunda pergunta, podendo padecer de uma doença mental chamada precipitação, dizia respeito à continuidade do treinador do Sporting no leme do mesmo. Ou nem tanto, visto ter partido dos próprios adeptos lagartos o endereçamento de uma carta à direcção exigindo, ou sugerindo, a mudança de líder técnico para os lados de Alvalade. Seja como for, aqui as opiniões dividiram-se, acabando no entanto o SIM por ter uma ligeira vantagem sobre o NÃO. Os motivos podem ser lidos mais acima.


Por fim, a derradeira pergunta referia-se às probabilidades das quatro maiores equipas portuguesas quanto ao sucesso final e máximo na liga Sagres. Para ser sincero, não me espantou terem colocado o nível percentual dos lagartos ao nível do do Braga. Até digo mais: a pergunta que vi num desportivo à duas semanas penso fazer todo o sentido: "o Sporting ainda é um grande nacional?"
Porto e Benfica repartem o favoritismo, o que também não me espanta. Se por um lado os dragões partem com alguma vantagem sobre o Benfica, por outro, as contratações milionárias dos vermelhos e, sobretudo, a aquisição de um treinador que convence e devolve a ilusão aos adeptos do Benfica, equilibram a balança. É de saudar, pois, como disse certa vez um grande senhor do futebol mundial, os campeonatos não se deviam comprar nos supermercados.

F.C.Porto - Leixões

Após uma semana marcada pelos jogos dos seleccionados nacionais, o tetracampeão português apresentou-se no relvado do Dragão sem poupanças e, atendendo aos primeiros 45m, já com o jogo de terça-feira em mente. Mas façamos uma breve análise aos primeiros 5m da partida, que são totalmente contraproducentes com o resto da primeira etapa. De facto o Leixões entrou a pressionar a toda a largura do terreno e levou o perigo várias vezes junto da baliza de Helton, com Faioli e o ex-júnior portista, Tiago Cintra, em destaque. As bancadas assustavam-se, mas não seria por muito tempo.

Com o regressado Hulk a querer aquecer os motores para Stamford Bridge, o futebol azul e branco começou a surgir e a carburar e, a partir daí, os de matosinhos apenas diziam presente quando levavam de novo a bola ao centro do terreno. Com a ajuda de um Varela a dificultar cada vez mais a entrada de Rodriguez no onze, a estrela da primeira metade foi uma: Álvaro Pereira. O lateral uruguaio provou que jogadores como Bosingwa não se esgotam no agora jogador do Chelsea e esteve em 3 dos 4 golos marcados pelos portistas.

Desenhava-se um futebol colorido e à imagem do melhor Porto da temporada passada, onde as rápidas transições e inteligentes mudanças de flanco faziam a diferença. Com um Meireles a subir de forma e um Falcão que insiste em fazer esquecer Lisandro, o intervalo chegou com uma larga vantagem no marcador, fruto dos golos de Varela, Hulk, Rolando e de Falcão.

Adivinhava-se um Porto à procura de um resultado como o do Benfica frente ao Setúbal para o segundo tempo. Puro engano. O futebol relaxado e por vezes irritante dos campeões nacionais levava ao desespero dos adeptos que esperavam mais da equipa na etapa complementar. O Leixões é que não se fez rogado e começou a crescer, perante tal apatia do conjunto da casa. Foi assim com naturalidade que chegou ao golo de honra, fruto de um bom cabeceamente de Pouga em resposta à marcação de um canto. Até ao fim foi mais do mesmo, estando mais perto o encurtar de distância da vantagem portista, que o contrário.

Percebe-se, pois vêm aí duas deslocações de grau de dificuldade máximo nos próximos dois jogos.

domingo, 13 de Setembro de 2009

novo fim de semana, mais do mesmo....



Mais um fim de semana, mais do mesmo, isto é, os três grandes voltam a ganhar...

O Benfica volta a fazer uma exibição muito segura, conseguida, e volta a marcar bastantes golos. Com um futebol simples e vistoso, o Benfica começa por adiantar-se no marcador, por intermedio do avançado Saviola, que depois de pegar na bola no próprio meio-campo, faz uma jogada espantosa, deixando para trás meia equipa do Belenenses, rematando em jeito, mas à qual correspondeu com uma sapatada o guarda-redes da casa, no entanto não conseguiu evitar a recarga... O segundo golo nasce nos pés do Saviola que passa para o Cardozo e este encosta para o fundo da baliza, mas gera alguma polémica, no entanto pelas repetições televisivas, Oscar Cardozo parece estar em linha com a bola, o que significa que o golo é bem assinalado. O terceiro golo nasce num livre bem marcado pelo Aimar, onde no coração da área salta sem marcação o novo reforço encarnado, Javi Garcia, que só tem de escostar sem grandes dificuldades. O último golo encarnado tem a assinatura dessa estrela brasileira, Ramires, este golo parece no entanto ilegal, pois no momento do passe de Fábio Coentrão, Ramires parece estar um nadinha adiantado, mas não deixa de ser uma boa movimentação, com um sentido posicional acima da média.

Uma vitória justa, onde o Benfica desde o inicio de jogo procurou ser o dominador, com boas chances de golo.


Ruben Morais

terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Goleada que fica para a história...


Sem dúvida, a figura do encontro... Pablo Aimar. Este é o Aimar que um dia foi falado por Maradona, que disse 'o único jogador por quem valia a pena pagar bilhete era Pablo Aimar'. Pois bem, este jogo comprovou-o, não só pelo seu excelente golo, mas pelo jogo vistoso com que faz a equipa joguar bem. O Vitória de Setubal não teve argumentos, com uma equipa bastante fraca, sem qualidade de jogo, será uma das equipas que lutarão para não descer. O resultado de 8-1 não é enganador, pois o Benfica teve 48 ataques contra 6 do Setubal, o Benfica soube aproveitar bem as ocasiões de golo. Não há muito mais para comentar este jogo, pois já se viu que no campeonato as equipas são quase na maioria superiores a esta equipa do Setubal, e aí os grandes têm vindo a sentir dificuldades para a obtenção da vitória.

Ruben Morais

sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Europa...

E foi assim que ditou o sorteio, o Benfica depois de eliminar o Poltava, (5-2), calhou num grupo onde passar esta fase se torna obrigatório, Everton sendo uma equipa Inglesa será o adversário mais dificil, no entanto, tem passado grandes dificuldades no inicio do seu campeonato, o AEK equipa Grega que está ao alcance do Benfica, e por último a desconhecida equipa do Bate Borisov, esperemos no entanto não se tornar surpresa nesta nova Liga Europa. O surpreendente Nacional que eliminou o penúltimo campeão da taça UEFA, Zenit por (5-4), calhou num grupo bastante dificil, mas já demonstrou que não há favoritos fora do campo, por isso será uma espectativa ver o que consegue o Nacional fazer. O Sporting eliminado dos Playoffs da Liga dos Campeões calhou num grupo fácil, o Sporting é superior a qualquer equipa do seu grupo, tornando-se assim, tal como o Benfica, o principal favorito para a vitória no grupo. Relativamente ao Porto, o sorteio da Liga dos Campeões foi bastante cruel, uma equipa como o Chelsea que luta todos os anos pela vitória na Champions tem de ser vista como a principal favorita na vitória do grupo, o Atlético de Madrid uma equipa matreira, está mais madura que o ano passado, por isso o Porto tem de ter uma atenção redobrada nos seus confrontos, quanto aos estreantes do APOEL, não passará de uma passagem por grandes estádios europeus, não penso que será uma surpresa, mas nunca se sabe.... Por isso acho que o Porto tem de ter boas espectativas de passar esta fase.

Relativamente ao Benfica que ontem perdeu em casa do Poltava por 2-1, um comentário a esse jogo é que deveria ter ganho, não só porque estávamos perante uma equipa bem inferior ao Benfica, mas sobretudo devido aos pontos que tanta falta fazem a Portugal. A equipa do Benfica entrou em campo com bastantes alterações, não podendo no entanto servir de desculpa, pois uma equipa não é feita por 11 jogadores, mas sim por um plantel, que neste caso, e pelos nomes que o Benfica tem, tem por obrigatoriedade de vencer... Não vamos no entanto massacrar muito, pois o jogo estava ganho à partida, devido ao bom resultado que o Benfica levava de Lisboa.

Agora resta esperar e que estas equipas Portuguesas cheguem o mais longe possivel nas suas competições, pois corremos sérios riscos de qualquer dia não termos equipas na Europa, devido aos pontos que ano após ano vamos desprediçando.

Aqui ficam os votos para excelentes campanhas, e bastante sorte, pois em alguns jogos bem será precisa..

Ruben Morais

domingo, 23 de Agosto de 2009

Com muita sorte...



E é assim que melhor defino o jogo do Benfica, muita sorte.

Podem muitos dizer que o Benfica falhou uma grande penalidade, logo teve azar. Não penso o mesmo, a grande penalidade foi mal batida, sendo esta defendida pelo guarda-redes. Cardozo, exímio marcador de grandes penalidades, ultimamente, sem ninguém perceber a razão, tem falhado estes livres, ao certo dois penaltis em três possíveis. Não sei se o técnico encarnado não deveria deixar Oscar Cardozo de fora dos eleitos para marcar estes livres, até que Cardozo estivesse de novo confiante, pois é notório que Cardozo já vai com receio de falhar antes de marcar, e interrogo-me também, porque é que o Cardozo não marca sempre como o penalti do Poltava? Seguiremos agora para o comentário ao jogo.

O Benfica mais uma vez entra mal no jogo, é certo que encontra uma equipa bem colocada no terreno, com um sistema táctico utilizado especialmente para este jogo, e a verdade é que Nelo Vingada conseguiu travar a equipa adversária. Na primeira parte fica um golo bem anulado ao Cardozo por fora de jogo, e uma grande defesa de Quim a cabeceamento de Sereno sendo estas as oportunidades mais flagrantes. Na segunta parte, Jorge Jesus fez entrar Keirrison para o lugar de Saviola, aposta não conseguida pois foram muito poucos os momentos em que keirrison tocou na bola. Aimar antes da sua saida, por troca de Fábio Coentrão, ainda teve oportunidade de fazer brilhar Nilson, um remate rasteiro colocado ao ângulo inferior esquedo. Depois da grande penalidade falhada e do Flávio Meireles expulso por acumulação de cartões amarelos, o Guimarães teve oportunidades para marcar, ambas por intermédio de Targino, uma após remate de Andrezinho e uma defesa incompleta de Quim, e outra após ter passado por Luisão e aparecer isolado, de frente para a baliza, deixando-se antecipar pelo David Luiz. Já em cima do apito final, na cobrança de um livre, Ramires salta sem marcação no centro da grande área, cabeceando para o fundo das redes adversárias e estava feito o resultado final.

O Guimarães sai assim do seu estádio com sensação de injustiça pela forma como abordou o jogo. Espera-se no entanto para os próximos jogos, um Benfica mais lutador com as suas principais estrelas a brilhar.

Ruben Morais

sábado, 22 de Agosto de 2009

A emoção vivida de perto…




Numa curta nota introdutória gostaria de referir que as análises referentes ao Benfica ficarão a meu cargo. Sou benfiquista, não o escondo, mas tentarei ao máximo que os meus textos fiquem isentos. Na passada quinta-feira estive presente no Estádio da Luz e assisti ao Benfica-Poltava, que de imediato passarei a fazer a minha análise.

Foi no passado dia 20 de Agosto que assistimos a um Benfica-Poltava a contar para os playoffs da nova Liga Europa. Um jogo de alguma responsabilidade para os jogadores e equipa técnica do Benfica, pois teriam de encarar este jogo como um dos grandes objectivos da época, entrar na Liga Europa. Perante cerca de 35 mil pessoas, a equipa do Benfica entrou mal, acusando algum nervosismo fruto ainda do recente encontro frente ao Marítimo, o qual acabou empatado a uma bola. Nos primeiros 25 minutos da primeira parte, vimos um Benfica apagado, pouca iniciativa de jogo, dando espaço ao adversário para pensar o jogo e criar até alguns calafrios, especialmente pelo lado direito da equipa encarnada. Depois de um alívio e de uma grande arrancada e de uma grande finalização do Di Maria (e que bem está a jogar este miúdo) eis que surge o primeiro golo, golo este que permitiu ao Benfica abandonar o relvado para o intervalo em vantagem. Na segunda parte tudo se alterou, o Benfica entrou demolidor, não dando espaço ao adversário e a jogar sobretudo ao primeiro toque. Foi assim que as individualidades começaram a despontar, Di Maria, Fábio Coentrão, Aimar, Saviola e sem deixar de esquecer o David Luiz, começaram a dar show, as combinações entre ambos e ao primeiro toque tornam-se mortíferas para as redes adversárias. O segundo golo nasce de uma grande penalidade marcada sobre o Saviola e superiormente batida pelo Oscar Cardozo. O terceiro golo nasce de uma boa jogada individual do Cardozo finalizada pelo Saviola enquanto o quarto e último golo surge depois de uma intercepção do Saviola, a bola encontra Weldon que não se faz de rogado e atira para o fundo das redes adversárias. Foi um jogo bonito de se ver, principalmente na segunda parte, onde o Benfica já demonstra a qualidade da equipa que vai sendo construída pelo seu técnico Jorge Jesus. De salientar ainda que o Benfica fez-se entrar em campo com quatro caras novas, Shaffer, Fábio Coentrão, Javi Garcia e Saviola, jogando ainda César Peixoto, Weldon e Ramires.

Ao pormenor:

Shaffer – Seguro a atacar, algo nervoso a defender, não comprometendo em nenhum momento a sua nova equipa.

Fábio Coentrão – Um enorme jogador, fez a assistência para o primeiro golo, e no desenrolar do encontro mostra toda a sua classe dando toques de magia levando à euforia todo o estádio.

Javi Garcia – Um enorme jogador, não só pela sua estampa física, mas também pela sua entrega ao jogo.Corre bastante e não tem medo dos adversários.

Saviola – O pequeno artista, uma primeira parte apagada, entrando na segunda com uma postura de um verdadeiro mestre, está sempre no sítio certo, ao tempo certo.

Cesar Peixoto – Pouco tempo em jogo, o tempo o dirá se foi uma boa contratação.

Weldon – Um caso sério para as redes adversárias, lutador, sempre com os olhos na baliza, não vira costas ao lance, acredita sempre que pode ganhá-lo, para já uma das boas contratações pela razão Custo/Valor.

Ramires – precisa de tempo de adaptação, é um médio com características diferentes às do Fábio, pois defende mais. Tem bom toque de bola e ainda entrou a tempo de obrigar o guarda-redes adversário a trabalhar. Sem dúvida uma mais-valia.


Ruben Morais

domingo, 25 de Janeiro de 2009

Dias cinzentos

São 90 minutos, de futebol. FUTEBOL. Aquele jogo, onde a bola é trocada de pé para pé, onde o drible é recurso e o remate a solução para a conclusão de mais uma investida.

O FUTEBOL está a perder-se. Nas bocas dos adeptos, cada vez mais embrenhados em discussões sem fim sobre arbitragens. Nas capas dos nosso diários desportivos, cada vez mais preocupados com o escândalo, o "roubo", a frustração de uma cor clubística que não conseguem disfarçar.

Fala quem não devia falar. Dá-se poder de voz a intervenientes que deviam manter-se nos seus gabinetes. E os jogadores? A estes, é-lhes cada vez mais retirado o protagonismo. Hoje vestem uma camisola neutra, sem clube. Assim parece, aos olhos dos indefectos bloggers. À mão acusadora do jornalista, aprisionado a ordens superiores. O FUTEBOL caiu nisto. É cansativo.

Não fosse a memória, e já nos teríamos esquecido do que outrora ele foi. O FUTEBOL.

É o pior campeonato de que me recordo. Promete arrastar-se.

segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

A revolta do homem

Jorge Jesus, treinador do Sp. Braga, na conferência de imprensa após o jogo com o Benfica

"Sp. Braga foi durante 90 minutos mais equipa do que o Benfica. Na primeira parte equilibrou, houve velocidade e lances de perigo. Acabámos por sair com um golo sofrido, em fora-de-jogo de três metros. O que o David Luiz fez é uma forma de enganar os auxiliares como estes que não percebem nada disto."

"Quando perguntam se o Sp. Braga pode chegar aos três grandes, eu respondo: «Não nos deixam lá chegar".

O Sp.Braga merecia mais...respeito, acima de tudo.

quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

Frase do fim-de-semana

"Nos treinos procuramos uma coisa, nos jogos sai outra", após a derrota na Trofa.




Quique Flores, treinador do Benfica